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É tudo uma questão de sorte.

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Vai entender o raciocínio. Temos uma mania estúpida de dividir as coisas em frações, métodos. Sei lá o porquê ou o motivo disso, só sei que somos assim.

Pois vejam só, eu nunca acertei um jogo sequer na Mega Sena. Nem quina. Nem quadra. Nem trinca. Há anos tento e o resultado é sempre o mesmo: negativada. Nada. Niente. Lisa. Pobre. Minto: com R$ 2,50 (que agora viraram 3,50) a menos.

Por que a sorte não bate na minha porta? – pergunto eu a mim mesma, incessantemente, enquanto falo na rua sozinha. Comecei a analisar cada ponto. Um deles é o fato de que eu nunca jogo mais de um jogo. Penso assim: se for para ganhar, que seja na sorte, aquela mais pura mesmo, a benção. Por isso não vou no bolão, não faço qualquer conta matemática, trabalho com foco, força e fé. Mas a soma dos três “fs” não tem funcionado muito aqui para o meu lado. Complicado.

Eu também não consigo rabiscar qualquer número, porque não consigo não separá-los em dezenas. São seis dezenas, certo? Então escolho um número de cada uma delas. Não vou dizer que é toc, porque hoje em dia, toc está tão na moda quanto depressão, é só a minha lógica mesmo. Talvez sua também, quem sabe? As loucuras costumam ser muito semelhantes aqui no Planeta Terra.

Na coluna do 10, vou pelo 7. Nos adolescentes, vou pelo 13 ou 17 (isso porque tenho na minha cabeça que números primos são mais atraentes. Acho 13 e 17 extremamente sexies). Na do 20, vou, em homenagem às bee, no 24. Ou talvez 26, só por não ter sentido algum. Nas restantes, escolho qualquer coisa de qualquer merda, afinal, minha superstição parou no 13.
E não ganho.

Para não insistir no erro, comecei a apostar na surpresinha. Surpresinha é quando o computador escolhe por você. Seu único dever é pagar, nada de escolher os números. Surpresinha-super-alivio. Hoje tentei de novo: “Moço, me vê uma surpresinha?”.

Difícil de explicar o tesão ao receber o bilhete com os número separadinhos do jeito que gosto: nas porcarias da dezenas!!! Um em cada uma delas! “Mas que bela combinação”, pensei. 05, 11, 23, 36, 41, 52. Quase gozei. “É hoje!” – gritou minha intuição. Se até o computador da lotérica tinha entendido minha lógica, a sorte também entenderia. 23 milhões acumulados. Inevitável não pensar o que eu faria com toda essa grana: casa própria, carro novo, tudo pro alto, viagem para Madagascar, 600 litros de silicone nos peitos, uma loja de sexy-shop, uma pizzaria só pra mim, um homem comprado, vivo, para eu guardar no armário… várias coisas que me fariam feliz.

Mas o destino está aí para mostrar que, em se tratando de sorte, ela samba na casa das inimigas. A sorte não tem lógica, porra! Juliana, qual é seu problema em entender isso? Desapega.com. Os números tirados foram 25, 27, 29, 37, 50 e 51. Honestamente? Quer me fuder, começa me beijando. Mas fazer isso comigo? Botar três vintes num mesmo jogo? Um trinta pra me quebrar e dois cinquentas? Que história é essa? Me fazer acreditar que cobra voa e depois cortar a asa… Complicada a vida assim. Bem complicada.

De qualquer jeito, continuo jogando. Afinal, prefiro viver tentando, do que na certeza de que a sorte, por hora, não baterá na minha porta.

TOC TOC TOC

Ops, peraí que tem alguém lá fora…. Já volto.

Leia mais textos da Juliana Diegoli. 

 

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