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Ele a tirou pra dançar, ela disse não.

Ale menegaz texto catwalk

Foi naquele dia, o dia em que aquele cara – bem apresentável e com um sorriso digno de um outdoor da Colgate – avistou aquela menina, meio tímida, no meio de tantas outras, em meio a aquela festa tão sem graça. Foi naquele dia que ele, sem saber ao certo o que falar, a convidou pra dançar, e ela disse não.

Quem sabe se ele tivesse pedido o telefone de cara? Se ele tivesse soltado uma cantada de pedreiro daquelas: “se você estivesse no micro-ondas já estaria no ponto”, ou se ele tivesse derrubado cerveja no cabelo dela. Talvez se ele tivesse pisado no pé dela, ou segurado o cabelo dela enquanto ela passava mal, talvez se tivesse investido na amiga dela. Qualquer coisa teria funcionado, qualquer coisa menos aquele “dança comigo” lá do tempo da minha avó.

Quem é que ainda convida alguém pra dançar? Ok. Não tem nada de errado com isso, mas já foi aquele tempo de “ficar na parede” também, né? Na verdade, o problema não foi o convite.

Talvez ela realmente não tivesse interesse, talvez ela estivesse com o coração partido há algumas semanas, não soubesse dançar, não gostasse de sertanejo, talvez ela não gostasse de dentes bem alinhados ou caras muito atraentes, talvez. Talvez ela quisesse mesmo o amigo dele, vai saber.

Quem sabe o que ela mais queria naquela noite era que ele, aquele ali que a chamou pra dançar, insistisse mais um pouquinho, afinal mulheres são assim. Talvez ela quisesse dançar com ele, mas ele, por mais que tenha lhe chamado para dançar, não parecia querer tanto aquela dança.

Ele que sempre tão impaciente, a chamou pra dançar uma única vez, ela disse não, ele nem contestou. Não perguntou nem por quê? Se ela sabia o que ele comia e de onde ele vinha? Ele não disse que poderia estar matando, roubando e se prostituindo, mas que estava ali, pedindo pra dançar com ela. Ele não disse nada. Aceitou aquele não e foi. Quem é que não pergunta “por quê?” nessa vida?

Ele, ele não perguntou. Perdeu a noite, perdeu a graça e perdeu a chance com ela.

Alguém aqui avisa pra ele que se ele tivesse insistido ele teria dançado com ela até o amanhecer? Que eles teriam a noite mais maravilhosa dos últimos tempos e que ainda ele teria descoberto que ela tem olhos azuis escuros?

A gente sempre sabe que as melhores coisas conseguimos através da persistência, nada vem fácil, se vem, que graça tem?

As vezes vale a pena perder um tempo, um dia, um mês, um ano, e até grande parte da vida por algo que realmente valha a pena.

Talvez não seja o caso daquela garota que ele convidou pra dançar e ela disse não, mas cá entre nós, se ele desiste depois de um “nãozinho” sem graça, imagina quando a vida lhe der um não de verdade?

Por: Ale Menegaz / Foto: divulgação

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