Com vocês: Lus.tre

Rio Sunset festa

 

Gui Defilippi é empresário, sócio do Pé de Manga, do My Temaki e do recém inaugurado Manguinha. Além de seus empreendimentos, ele carrega uma paixão: a música. Aquela de qualidade, que não deixa ninguém parado. Beto Ribeiro é DJ profissional e produtor de som. Desnecessário dizer o quanto ele também gosta de música. Ambos tocam. Ambos se conhecem há 15 anos. Por que não unir o útil ao agradável?

Foi daí que surgiu o Lus.tre, um recém inaugurado projeto da dupla, que vem agitando festas de agências como a Scheeeins!! e a Multicase. E a ideia surgiu de maneira despretenciosa: “quando o Beto sugeriu a parceria, veio junto o nome, que tem muito a ver com o tempo em que saíamos”, comenta Gui. Por que Lus.tre? Porque quando a coisa é boa mesmo, corre risco de você se pendurar lá em cima. Na luminária…. no globo….no Lus.tre!

E a dupla tem dado certo. Atualmente, eles são residentes mensais do Café Beach Club de São Pedro, de todas as festas da Scheeeins!! e possuem datas fechadas em algumas Sunglasses. Como tudo começou e para onde vai? É o que você confere na nossa entrevista:

Catwalk: Conta para a gente um pouco da história de vocês.
Gui Defilippi: O Lus.tre na verdade surgiu de um prazer mútuo em fazer um som que animasse a galera e que o pessoal curtisse. Sempre toquei por hobbie, em festas minhas, de amigos, na brincadeira. De uns quatro anos para cá, entrei nisso intensamente. Em algumas dessas festas, eu já encontrava o Beto, que é meu amigo de longa data. Foi quando ele me sugeriu um projeto: começarmos a tocar juntos em festas, como uma dupla. Eu estava super atualizado em termos de música e a gente já tinha brincado disso algumas vezes. E ele me disse: “vamos fazer de uma forma despretenciosa. Eu já tenho até o nome: Lustre”.
Por que Lus.tre? Quando éramos mais novos e íamos para a balada sempre dizíamos: “hoje é dia de quebrar tudo, hoje é dia de lustre”. E o ponto no meio surgiu para simbolizar que são duas pessoas, uma dupla.

iCelebrate Noronha
A dupla na iCelebrate Noronha, da Scheeeins!!

Quando foi a primeira vez que vocês se apresentaram?
Ele teve startup na terceira festa da Scheeeins!!, a primeira de quando eles se mudaram para a mansão do Morumbi. Nós conhecemos os sócios da empresa (Ricardo Delgado, Daniel Becker, Bruno Saraiva, Idalício Silva, Victor Reis e Lorenzo Caliento) em São Miguel dos Milagres num Ano Novo, e ficamos amigos. Foi na festa do Branco, em 2012, que nós lançamos o Lus.tre oficialmente. Inclusive, temos muito reconhecimento em relação a isso.

Que tipo de som vocês tocam?
Não tocamos o som do rádio, comercial. Focamos em Deep House, Nu Disco e Indie House. Um som mais fino, mais elitizado. E Rocks remixados, bandas Indies em versão para a pista. Nós transitamos num perfil de som que fica no limite do comercial e do tendência. Não é nenhum extremo. É um som muito característico, fácil de ser identificado.

Qual o diferencial de vocês?
Nós caímos no gosto da galera em termos de música e de animação. Porque uma coisa sou eu tocando. Outra coisa é o Beto tocando. E nós dois tocando juntos é outra coisa completamente diferente. Apesar de termos as mesmas músicas, nós temos uma interação com o público que hoje é diferencial de tudo que existe. A gente curte o que faz, nos divertimos *pra caralho*. E temos uma auto-crítica boa. Se vemos que o negócio não bombou, temos um feedback instantâneo.

Todas as apresentações são um sucesso?
Nem sempre, mas a maioria sim. Hoje temos um cuidado especial com horário de line up, perfil da balada e perfil do público. Justamente por experiências que tivemos e não foram tão boas, de trocarem a gente no line up, por exemplo, ou do público não estar tão preparado para o tipo de som que a gente toca.

Atualmente como está a agenda de vocês?
Hoje fazemos eventos quase toda semana. Somos residentes mensais do Café Beach Club de São Pedro, da Scheeeins!!, e fechamos com a Multicase algumas datas da Sunglasses. Além disso, vem aí um projeto para a Copa. A Scheeeins!!, a Lovelife, o Clubinho e, quem sabe, a EQ3, fecharam o La Luna durante o mês inteiro e farão alguns eventos nos jogos, e aos sábados. E aí, intercala: uma festa Scheeeins!!, outra Clubinho, etc. Nesse projeto de Copa, já fechamos três datas: o primeiro, o terceiro e o quarto jogo do Brasil.
Fechamos também neste mês de maio, dia 2, o Café de La Musique e dia 10 a Rio Sunset da Scheeeins!!
Com a Multicase, temos parceria pelas Sunglasses do Brasil inteiro: no Rio de Janeiro, lá pelo dia 14 de junho, dia 21 do mesmo mês em Campos de Jordão, e em Itu, dia 18 de outubro. Também fechamos com a Scheeeins!! o réveillon de Fernando de Noronha, 2015.

Algum projeto internacional?
Sim, em um evento da Revista Lounge, em parceria com o Rock in Rio de Lisboa. Iremos tocar no dia 28 de maio,  numa festa de “abertura do verão”, que também será um warm up para o Rock In Rio de lá (que acontece de 25 de maio a 1 de junho).
O pessoal da Lounge também fará uma semana junto com o pessoal da Bliss, em Portugal, de uma semana em Algarve, dias 16 de julho a 23 de julho, e vamos tocar ao menos 3 ou 4 dias nesse projeto. Nós somos os DJs oficiais desse evento, vamos assinar um CD que está saindo já para o mês que vem. Um CD da Lounge e do Europe Summer Party.

Vocês produzem?
Ainda não, mas pretendemos começar. Conversamos com algumas pessoas, como o Rodrigo Ferrari, que tem produzido, até para dar umas dicas para a gente e tudo mais. Temos muitos amigos, como o Beto Cury, que além de produtores, são atualizados no que está rolando. Mas ainda não começamos porque não é simples. Tem que se empenhar, estudar muito. Talvez, quem sabe, no segundo semestre.

E como empresário da noite, o que você acha que falta em São Paulo?
Acho que faltam algumas coisas, mas ficam difíceis de implementar por questões comportamentais e de legislativas. Algo que se difere muito daqui e da Europa, por exemplo, é que lá as pessoas tomam um drink num lugar, e depois vão a outro. Elas não ficam a noite inteira num só lugar. Além disso, faltam  baladas em Roof Top (coberturas), com som, DJs. Tem muitas Sunsets rolando, mas não tem um lugar fixo onde tudo aconteça. Algo próximo a isso é o Panorama e o projeto Bellini, do Ale Fontanini e da Pati Calfat, no Ilha das Flores. Tendo essa opção, você atende a um pessoal mais velho, que gosta de sair e de música boa, mas não tem saco de ficar em balada, pegar fila, etc.

Leia também: entrevista com Dré Guazelli

Tags: , , , , , , , , , , , ,

Entrevistas O olhar sensível de Paula Vasone

Em busca de um sonho. Foi isso que motivou Paula Vasone, 30 anos, a se mudar para os Estados Unidos e dedicar sua carreira...

Entrevistas Entrevista com Ligia Costa

Viajar o mundo para registrar imagens de surf e da natureza é um sonho para muita gente. Mas poucos tem a coragem de abrir...

Entrevistas Catwalk entrevista: Rodrigo Sá

Falar de Rodrigo Sá é complexo. Como se não bastasse seu talento como cantor, a simpatia como pessoa e os olhos claros que deixam...