Rafa Cortez… No Japão!!!

Amigos, nem eu estou acreditando. Mas sim, é verdade: estou indo para o JAPÃO!! A terra do sol nascente. O berço do Sushi. O lugar sagrado dos pauzinhos para comer e dos arranha-céus grandiosos para morar!!

Minha ida se deve a um convite generoso feito por um amigo produtor e comediante, o querido Luiz França. Ele me chamou para ir a trabalho! Farei 3 shows de humor em 3 cidades diferentes de lá. Pela primeira vez, apresentarei meu solo de comédia no Oriente; ou seja – eu ainda por cima vou recebendo!!! Não faço ideia se será um bom negócio porque não sei fazer a conversão do Iene para o Real, mas espero que seja algo rentável, haha!

Desconfio que, se o Luiz me chamou para fazer meus solos por lá, certamente algum outro humorista-colega bem mais qualificado não tenha podido ir de última hora e a vaga acabou pintando para mim por exclusão. Mas não importa. O barato é que vou e, possivelmente enquanto você me lê agora, eu até já esteja batendo perna em Tóquio, munido de um Guia de Conversão Para Viagens e um Quimono, devidamente selecionado por mim para me enturmar!

Claro, ir ao Japão quando não se é japonês ou sequer sabe-se falar “tudo bem?” na língua local, é um tanto quanto tenso. Eu sei contar até 10 em japonês e olhe lá! Obviamente tal proeza não me ajudará em nada se eu acabar me perdendo em alguma rua do país ou precisar de ajuda para escolher um prato no cardápio, mas ao menos eu já sei falar alguma coisa.

Conta muito a favor da minha viagem a premissa de que meus shows serão em Português. O público-alvo é composto de brasileiros residentes no Japão, e isso é um alívio para a alma. Que eu saiba, o único humorista capaz de aprender uma língua nova e difícil em questão de horas, e ainda mais a ponto de fazer um solo de comédia com uma hora de duração em dialeto local, é o Marcelo Adnet. E, ainda que eu saiba, eu não tenho o mesmo dom que o cara – estou apenas ciente que “arigatô” é “obrigado” e “konnichiwa” é “boa tarde”!!!

O que sei de imediato é que está meio frio naquelas bandas, que em Tóquio algumas mulheres se vestem como bonecas, que a inovação tecnológica oriental dá uma surra na minha TV de Tubo alugada da Colortel, que não pega muito bem encharcar o peixe no shoyu como fazemos aqui nos restaurantes japoneses brasileiros, que não me viro sozinho contando até 10 na língua dos meus anfitriões (já disse isso a vocês?), que em algum lugar do país mora o violonista Kazuhito Yamashita (um dos meus ídolos) e não, não deve ser fácil trombar com ele em qualquer rua nissei, que lá o feijão pode virar um doce e as gelatinas podem ser mastigadas como bala, que a brasileira Lisa Ono faz sucesso ali, que comprar roupa no país é um bom negócio porque é barata, e que não – eu não vou comer Farofa por 10 dias porque a Farofa é uma iguaria brasileira. Uma pena, porque não há nada na nossa culinária que eu ame mais e ache mais tupiniquim do que a Farofa!!!

Mas, à despeito da Farofa, minha ida ao Japão tem sido algo um tanto quanto excitante na minha vida! A bem da verdade, não vejo a hora de ir e estou muito curioso para ver o que tenho pela frente e conhecer pessoas incríveis diante de uma cultura tão rica, única e milenar. Vai ser demais! Mesmo sabendo que, para viver tudo isso, pegarei mais de 24 horas de avião e farei meu primeiro show com olheiras cadavéricas, resultantes do fato de eu nunca, jamais, em hipótese alguma, pregar meus olhos em qualquer avião. Bacana, não?

Semana que vem conto algo de lá, amigos!

Um abraço,

Rafael Cortez

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