Declaração de amor

Sei que vai se sentir o pica das galáxias, mas eu preciso admitir: igual a você, não há outro.

Por motivos fúteis e que agora não vêm ao caso, já até tentei lhe cortar da minha vida, expulsá-lo de vez dos meus dias. “Vou passar um tempo sem ele!”, afirmei cheio de convicção e decidido a ficar longe do seu perfume inconfundível. Contudo, sem você, nem dez dias suportei ficar, quase adoeci, se quer mesmo saber a real. Não deu. Não dá. Nunca dará! Partirei desta para uma melhor com você próximo às falanges dos meus dedos, já até consigo prever. E, se eu morrer de você – coisa que acho extremamente improvável -, baterei as botas sorrindo, convencido de que o nosso caso de amor, de tão fodão, se descrito e floreado por um poeta qualquer – desses da Vila Madalena mesmo – até um best-seller pode virar. Pois é lindo como poucos são!

Aos meus amigos mais íntimos – àqueles a quem confesso até mesmo os pecados que me concederiam um visto definitivo à terra do Satanás -, mais de uma vez, já afirmei que sou viciado em você, que tenho verdadeiras crises de abstinência quando, por alguma pegadinha do acaso ou peça pregada por Murphy, eu não posso lhe sentir entrando em meu corpo, quase fervendo. E sabe o que meus camaradas me disseram? “Quanto exagero, Ricardo!”. Mas não é exagero, não pode ser. Exagerado, penso eu, seria lhe ignorar, dar-lhe as costas ou nem isso, como já vi muita gente (gente louca, só pode!) fazendo. Ou, o que me parece ainda pior, trocar-lhe por qualquer placebo que não chega aos seus pés, incapaz de me causar o bem-estar que sinto quando me lembro da sua aparência, dos seus detalhes inconfundíveis.

Sem você, eu fico dowm, sad pra chuchu.

Sem você, eu perco a fé na força que tenho, desacredito no tanto que posso.

Sem você, admito, sou só um terço do que me torno depois dos nossos encontros, mesmo que sejam apenas expressos; rapidinhas públicas que comumente acontecem em meio a um bando de engravatados que não tiram os olhos do relógio e que não estão nem aí para o nosso love explícito.

E mesmo que a ciência mude de ideia a seu respeito – como vive a fazer! -, prometo que me manterei fiel e que não vou lhe largar depois de tudo o que já passamos. Tá bom? Prometo que negão algum me encantará mais do que você me encanta. Afinal, você para mim é o certo, e o resto, até então, mera dúvida, apenas incerteza absoluta.

Em uma coisa eu concordo com a cigana: você continuará a acelerar o meu coração até que a morte – ou qualquer filhadaputice do tipo – nos separe.

Eu amo você, café. Da boca pra dentro.

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